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Templo de Persefone

Se vc se identifica com a Deusa das Sementes, Transformação e Intuição, aqui é seu templo! Bem-vinda! beijos e caminhada florida Patricia Fox

Membros: 101
Última atividade: 4 Maio

Perséfone: Mito e Arquétipo

DEUSA PERSÉFONE

Para os gregos, Perséfone era a Rainha distante do Mundo Avernal, que vigiava as almas dos falecidos. Mas, para os romanos, ela era conhecida também como a virgem, donzela, Core, associada com os símbolos de fertilidade: romã, o grão, o milho, e ainda, com o narciso, a flor que a atraiu.

Seu seqüestro realizado por Hades e sua descida ao mundo avernal, é a história mais conhecida de toda a mitologia grega. Embora Perséfone não fosse um dos doze deuses olímpicos, foi a figura central nos Mistérios de Elêusis, que por dois mil antes do cristianismo foi a principal religião dos gregos. Nos Mistérios de Elêusis os gregos experienciaram a renovação da vida depois da morte através da volta anual de Perséfone do Inferno.

MITOLOGIA
Perséfone foi a filha única de Deméter e Zeus. A mitologia grega é incomumente silenciosa quanto às circunstâncias de sua concepção.
No início do mito, Perséfone era uma garota despreocupada que colhia flores e brincava com suas amigas. Então Hades apareceu repentinamente em sua carruagem por uma abertura da terra, pegou a jovem à força e a levou de volta para o Inferno, a fim de ser sua noiva contra a vontade. Sua mãe, Deméter, não aceitou a situação, deixou o monte Olimpo, persistiu em conseguir o retorno de Perséfone, e finalmente forçou Zeus a considerar seus desejos. Zeus então enviou Hermes, o deus mensageiro, para ir buscar Perséfone.

Hermes chegou ao Inferno e encontrou a jovem desolada. Mas seu desespero tornou-se alegria quando descobriu que Hermes tinha vindo por sua causa e Hades a deixaria partir. Antes que ela o deixasse, contudo, Hades lhe deu algumas sementes de romã, e ela comeu. Então entrou na carruagem com Hermes, que a levou rapidamente para Deméter.

Depois de mãe e filha se abraçarem alegremente, Deméter ansiosamente indagou se ela tinha comido alguma coisa no Inferno. Perséfone respondeu que havia comido sementes de romã porque Hades a tinha forçado a come-las (o que não era verdade). Deméter teve que aceitar a estória e o padrão cíclico que se seguiu. Não tivesse Perséfone comido as tais sementes, teria sido completamente devolvida a Deméter. Entretanto, passou a ser obrigada a permanecer por um terço do ano.

Mais tarde, Perséfone tornou-se a Rainha do Inferno. Todas as vezes que os heróis e heroínas da mitologia grega desciam para o reino inferior, Perséfone lá estava para recebe-los e ser sua guia. Nunca estava ausente para ninguém. Nunca havia sinal na porta dizendo que ela fora para casa com a mãe, embora o mito diga que ela fazia isso dois terços do ano ao lado de Hades..

Na “Odisséia”, o herói Odisseu (Ulisses) viajou para o Inferno, onde Perséfone lhe mostrou as almas das mulheres de reputação legendária. No mito de Psique e Eros, a última tarefa de Psique era descer ao mundo das trevas com uma caixa para Perséfone encher de ungüento de beleza para Afrodite. O último dos doze trabalhos de Hércules também o levou a Perséfone. Hércules teve que obter a permissão dela para emprestar Cérbero, o feroz cão de guarda de três cabeças, que ele dominou e colocou em uma corrente.

Perséfone também lutou contra Afrodite pela posse de Adonis, o belo rapaz que era amado por ambas Deusas. Afrodite escondeu Adonis em um baú e o mandou para Perséfone para preservação. Mas, ao abrir o baú, a Rainha do Inferno ficou encantada com sua beleza e recusou entrega-lo de volta. Perséfone agora lutava com outra divindade pela posse de Adonis, como Deméter e Hades outrora tinham lutado por ela. A disputa foi trazida perante Zeus, que decidiu que Adonis passaria um terço do ano com Perséfone e um terce do ano com Afrodite e faria o que quisesse do tempo restante.

O ARQUÉTIPO
Como vimos, Perséfone tinha dois aspectos: o de jovem e o de Rainha do Inferno. De jovem despreocupada, ela se torna a deusa madura, que acaba se tornando Rainha absoluta do Mundo Avernal, governando os espíritos mortos ao lado de seu marido, Hades, Sombrio Senhor da Morte.

Essa dualidade também está presente como dois padrões arquetípicos. Todas nós mulheres podemos ser influenciadas por um dos dois aspectos, podendo crescer um para o outro, ou podemos ser igualmente jovens e rainhas presentes em nossa psique.


Hoje em dia, cada vez mais Perséfones latentes têm buscado a literatura esotérica, as formas alternativas de cura e o que se chama de ensinamentos da Nova Era. Portanto, é oportuno penetrarmos cada vez mais na história velada de Perséfone, rainha do além-túmulo.

O mito tem muito a dizer para as mulheres da atualidade que se esforçam para compreender toda a espécie de intrigantes experiências psíquicas na natureza ou que, de uma forma ou de outra, são atraídas a trabalhar com a morte ou sofreram grandes tragédias pessoais em suas vidas.


Compreender o significado da descida de Perséfone e sua ligação espiritual é particularmente urgente. Milhares de mulheres (e muitos homens também) estão atualmente descobrindo um talento mediúnico. Além disso,, ninguém pode deixar de perceber a febre de entusiasmo pela metafísica, pelo tarô, pela astrologia, pelas curas espirituais e pela meditação, tudo isso, vagamente agrupado sob o estandarte genérico da Nova Era.

Joseph Campbell, que já foi inigualável autoridade em mito e religião, sugeriu que o despontar generalizado da consciência de Perséfone seria parte de um “crepúsculo dos deuses”.


Entretanto, devemos ter consciência, que viver boa parte da vida “entre os mortos”, pode exercer pressão sobre qualquer pessoa de temperamento mediúnico, especialmente quando estas experiências forem erroneamente interpretadas ou temidas, como costuma ser o caso.

O mundo avernal é essencialmente um mundo de espíritos e como tal, carece de ardor, afeição e se dissocia do que chamamos de realidade. A maneira de um médium lidar com este domínio de existência e com suas ameaças de dissociação psíquica, constitui, portanto, um desafio sem igual.

O segredo está em abraçarmos o lado escuro com o lado luminoso desta deusa dentro de nós. Como já disse o velho alquimista Morienus:” O portal da paz é sobremaneira estreito,e ninguém poderá atravessa-lo senão pela agonia de sua própria alma.”

O MITO ORIGINAL
Perséfone é a donzela do Renascimento e da Regeneração identificada com a Lua, a Primavera, as Serpentes e o Mundo Subterrâneo.

Como Deusa Mãe, Demeter engendra a sua filha (Perséfone) junto com a criação simbolizada na Primavera e na Agricultura. Ambas vivem juntas colocando em marcha os ciclos da vida cósmica, vegetal, animal e humana. Depois de educar e iniciar sua filha, Deméter, em sua ausência, assume seu aspecto sombrio de deusa outonal. Neste momento, ela torna-se uma anciã sábia oculta nas raízes das ervas curativas, se refugiando debaixo da terra e dentro de covas, até que o ciclo da vida se complete.


É somente com o retorno de sua filha do Mundo Avernal, e isso acontece na Primavera, é que a Mãe também volta para povoar o mundo e a vida adormecida nasce sobre a terra. As plantas florescem, as árvores dão frutos e os animais procriam. Já os humanos participam deste retorno expressando sentimentos de amor, amizade e solidariedade.


No Mito de Deméter-Perséfone visualizamos o símbolo tardio da Virgem Maria frente a seu filho crucificado (cena encontrada no filme americano “A Paixão de Cristo”), que segue ressonando na consciência das pessoas. Não existe nada mais doloroso que chorar a morte de um filho ou uma filha.

Tanto o nosso mito grego, como o cristianismo exaltam a morte injusta e a dor materna como arquétipo de amor sublime e abnegado. Entretanto, Deméter-Perséfone, nos falam de uma concepção sagrada, onde a vida e a morte fazem parte de um mesmo processo. Ambas não estão dualizadas e não funcionam como irreconciliáveis. A morte natural como a vida é uma experiência de transformação, iluminação e amadurecimento que abarcam dimensões espirituais, psicológicas e culturais das pessoas.

Fonte: Rosane Volpatto
http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusapersefone.html

Fórum de discussão

porque Perséfone

Iniciado por graciela bastos franceschini. Última resposta de Martha Eugenia Nurhan 6 Jun, 2011. 2 Respostas

porque Perséfone

Iniciado por graciela bastos franceschini 26 Out, 2010. 0 Respostas

Caixa de Recados

Comentário de Juliana em 9 fevereiro 2009 às 7:58
Tenho em mente que cada um digere esse texto de maneira peculiar, entretanto, a dor, o sofrer é necessário para o aprendizado. Sabendo que tudo passa, sempre passa, pode demorar, ou as vezes nem tanto, a aceitação deste lado sombrio da vida pode trazer conforto numa hora oportuna, essa ciclicidade é que dar o prazer da superação de obstáculo, e o prazer de se entregar a uma dor qdo tem que se entregar.
Comentário de Shirley Khore em 12 fevereiro 2009 às 19:32
Concordo Juliana...
....
Comentário de Bete em 17 fevereiro 2009 às 13:16
Oi meninas,

Porque Persefone? Porque, depois de muitos cursos, aulas, insights, testes, descobri que sou uma Persefone. Não sou Afrodite, não sou Artemis, sou Persefone. E Isto as vezes me assusta. Embora ache o mito de Persefone lindo, as vezes sinto que eu vivencio mais a parte do "mundo avernal", me distanciando da realidade, como diz o texto. E isto não é bom.E, quanto mais algo me doi e incomoda, mais me distancio da realidade, como se a coisa não fosse comigo, compreendem?
Sei lá, hoje estou mais Persefone do que nunca, algumas fichas caindo (bem no meu trabalho!!!), e as vezes não sei o que fazer...esperando a Primavera chegar, talvez...
Esse é meu grande problema, sei como fazer a Primavera chegar, mas o medo paralisa...

Que inferno (rsrsrs...).

Persefone desabafando....

Bjs a todas
Bete
Comentário de Patricia Fox em 18 fevereiro 2009 às 22:06
OI Betenhaaaaaaaaaaa

Então, amore... da mesma forma que toda Afrodite precisa aprender a lidar (verdadeiramente) com o sofrimento e "morte" das coisas belas (e ás vezes não tão belas quanto ela imagina, rss, toda PERSÉFONE precisa a saber olhar pra luz... não ter medo de ser feliz, de "olhar pra fora e sonhar"...
O mais legal, uma não é nadaaaaaaaaa sem a outra... mesmo! Pq a Perséfone sabe "olhar pra dentro e despertar" como ninguém (parafraseando Jung).

Ahhh! e ninguém impede da primavera chegar... "meixsmo"... a primevera, como a morte-inverno, nunca chega atrasada ou adiantada... então, coloca o narizinho (focinho de tigreza) e vê se não tá lá fora prontinha pra vc! :)))))

beijocas da raposa que te adora!
P.
Comentário de Gladys Castiglionis (Luciana) em 20 fevereiro 2009 às 16:09
Eu queria dizer que eu vivo entre a luz e as sombras. E tento equilibrar as coisas sempre. Quando era pequena anos meu gato morreu e ele voltou para se despedir, rsrsrsrs. Agora eu posso rir mas na época levei um susto.
Com o tempo eu aprendi que as vezes eu posso ver os mortos como vejo os vivos e isso faz parte de a minha vida.
Claro que quando estou muito triste fico longe de tudo mundo e até que eu n me equilibre prefiro estar longe.
Gosto da primavera e quando consigo me equilibrar posso senti-la no meu coração, posso dançar e cantar e ser novamente uma com todos.
Beijos para todas
Comentário de Luciana Onofre em 23 março 2009 às 9:36
Bom dia!
Eu sou inegavelmente ligada a Ela, a chamo pelo seu nome romano: Proserpina, quiçá por eu ser celtíbera, e na Hispania a chamarem assim.

Sou ctônica, sou avernal, sou mais introspecta do que o inverso,
mas fiz as pazes com isso, e assim estou mais centrada.
Aceitei bem esse aspecto em mim.
Comentário de odete em 18 maio 2009 às 17:26
Uma forma interessante para lidar com este ciclo Deméter / Perséfone e que eu uso há algum tempo é o lidar com o ciclo menstrual. Eu percebo no ciclo e na revolução dos hormônios toda esta mitologia e todo o arquétipo está presente ... e já que é para descer aos 'ínferos' então que seja de salto alto e como uma rainha, a Senhora de Hades, e não como uma 'jovem desolada', pois sabemos que é um ciclo e logo depois estaremos 'brilhando' novamente. rsrsrs bjus.
Comentário de Gilmara Regina Bartz em 4 agosto 2010 às 15:22
Nossa, to abismada em ser a Persefone,
ela é ao mesmo tempo delicada e malvada, por morar no inferno.
Eu me encaixo perfeitamente nela, por ter duas personalidades diferentes. Ela é quase perfeita. Somos rainhas, meninas...
Comentário de Daniela Bernardes da Silva em 4 agosto 2010 às 19:29
Gilmara, a Perséfone tem a maravilhosa habilidade de se revezar entre o Inferno e o Olimpo, ou seja, entre o mundo da matéria e o mundo do inconsciente. Não malvada, pois o inferno na mitologia grega não era o mesmo que para os cristãos. Mas, com certeza, temos dois lados opostos dentro de nós...um de menina, outro de rainha!
Comentário de Cláudia Mello Gonçalves em 18 outubro 2010 às 14:50
Olá, meninas!
Conheço a Patrícia desde 2000, em um tempo que já conversávamos sobre questões do feminino em uma lista de discussões (e era bom demais!). Sou jornalista, taróloga e, quando dá tempo, artesã. Fui uma criança Ártemis, uma adolescente Atena e a partir da idade adulta 3 deusas passaram a me acompanhar bem de perto: Perséfone, Afrodite e Ártemis. Aos 30 anos, quando fiz o teste da Deusa Interior a primeira vez, era Afrodite e Ártemis empatadas em primeiro e Perséfone logo atrás, com 2 pontos de diferença. Há uns 2 anos, fiz novamente o teste e Perséfone estava em primeiro, com Afrodite e Ártemis empatadas com 3 pontos menos. E há poucos dias, após passar por uma fase bem complicada de vida, resolvi refazer o teste: Perséfone e Afrodite em primeiro, com 31 pontos e Ártemis em terceiro, com 28 pontos. Detalhe: Hera sempre foi a "lanterninha", variando entre 7 e 12 pontos. Gostaria de trocar experiências sobre esta vivência Perséfone/Afrodite, que é muito forte em mim neste momento, e ao mesmo tempo puxar mais a energia de Hera, em seu aspecto "assumir o seu próprio poder", ocupar os espaços aos quais se tem direito. Acho que tb preciso aprender com Hera a assumir o aspecto mulher, já que sempre prefiro a zona de conforto de menina-Capitú, uma coisa bem Perséfone/Afrodite.
Um super-prazer estar aqui!
Pat queridona acho o seu trabalho uma das maiores contribuições para o Sagrado Feminino que temos no Brasil, viu?
beijos

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